quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Gótica e o Cristo - Anne Rice


Existem muitas narrativas e personagens famosos ao longo do curso da História humana. Mas eu acredito que nenhuma história seja mais famosa ou tenha mais versões e estilos do que aquela que narra a vida do nazareno cujos atos não só foram o mote pra derrubar um império, como fundaram as colunas da religião e da civilização moderna. Bem, escrevo tudo isso somente para falar de uma das versões dessa história. Mas não acredito que seja somente "uma versão".

Em sua saga romântica, intitulada "Cristo Senhor", Anne Rice consegue passar a imagem de um cristo humano (e criança!), extremamente suscetível a fracasso e erros, aprendendo e convivendo com os mesmos.



No primeiro volume, intitulado "A Saída do Egito", observamos a infância do Messias, onde ele começa a tomar consciência do quão diferente é das outras crianças, e busca o motivo para essas diferenças.
 
 


No segundo volume, "O Caminho para Caná", Jesus, ou Yeshua bar José, já cresceu e está a beira de se tornar uma lenda. Já tido como o Escolhido, ele conclama o povo de Israel a que siga sua liderança.

Duas coisas em que os livros chamam a atenção: a primeira é sua narrativa em primeira pessoa, o que por si só já pode torná-lo extremamente polêmico, pois mergulhamos nos pensamentos e sentimentos do Cristo, tanto criança quanto adulto, compartilhando de suas dúvidas, de seus medos, de seus sentimentos, enfim, de suas humanidades. Aqui, percebemos a divindade, mesmo quando ela parece humana... Na verdade é esse paradoxo que nos revela o divino no Homem.

O segundo ponto é a exaustiva pesquisa histórica feita pela autora. Ela não se preocupa somente em narrar os eventos de acordo com a bíblia, mas desenvolve uma contextualização histórica riquíssima, não só dos cenários, mas dos próprios personagens, o que nos dá uma forte sensação de coesão e coerência no texto.

Somados esses recursos, ao tema extremamente instigante e ao estilo de Anne Rice, temos uma obra fantástica. Excelente leitura, que eu estou aproveitando e indico àqueles que desejam ter uma visão mais humanizada de Cristo, sem no entanto perder o caráter divino.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

INTOLERÂNCIA: Quem disse que eles estão só na internet?




Aumento de histórias de intolerância assusta os brasileiros
O Fantástico investiga o que existe por trás de tantos casos de intolerância.



O Fantástico deste domingo (21) fala da palavra que ficou na cabeça dos brasileiros essa semana. Intolerância nas ruas de São Paulo, do Rio de Janeiro, dentro de um avião. Intolerância que se espalhou e matou um brasileiro em Portugal. Que se espalha em vídeos como este, exclusivo, que você vai ver agora.

Intolerância ao extremo. São vídeos e fotos de grupos neonazistas do Rio Grande do Sul.

“Um dia, eu fiz uma pergunta pra um dos rapazes ‘mas por que dessa violência ?’ Sabe por quê? Uma barata é uma subespécie, uma sub-raça. Dá mesma forma o negro, o judeu, o homossexual”, contou o delegado Paulo César Jardim.

Adoradores de Adolf Hitler, os neonazistas dizem seguir uma ideologia. “A intolerância não tem justificativa. Ela é irracional, vai além do que é saudável, vai além do que é esperado”, afirmou a psicóloga Desirée Monteiro Cordeiro.

Mas como explicar quando a intolerância e a violência não surgem de grupos tão radicais assim? De pessoas aparentemente normais.

“Falou que a gente era brasileira, preta e pobre. Prostituta, chamou de prostituta, que a gente tava se roçando com os homens”, disse a dançarina Edimara Elba Castro dos Santos.

“Diziam que nós éramos uma raça desgraçada por sermos homossexuais”, contou uma vitima.

“Ele atirou porque eu disse pra ele que meus pais sabiam de mim. Eu era assumido”, contou o rapaz. Ser homossexual nunca foi problema dentro de casa para o carioca de 19 anos. O tiro na barriga, disparado por um sargento do Exército do Forte de Copacabana, serviu para unir a família ainda mais. “Disse que eu era uma vergonha pra minha família. Por mim, eu não teria nem denunciado. Eu só estou fazendo o que eu estou fazendo por causa da minha mãe”.

“Eu estou fazendo com que meu filho coloque isso pra frente, mas também por causa de outras pessoas que não tiveram oportunidade de se defender. Pelos amigos do meu filho, pelos amigos dos amigos”, disse a mãe do jovem.

O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. Ano passado, foram 198 assassinatos. A informação é da Associação Internacional de Gays e Lésbicas, com representação em quase todo o mundo.

Alessandro Araújo é professor de filosofia. Em 2007, na região da Avenida Paulista, em São Paulo, ele foi espancado por quatro integrantes de um grupo que odeia homossexuais: “Eles me atacavam com chutes e com chutes no rosto. Tanto que aqui eu perdi dois dentes e ainda tive um corte bem profundo na boca”, lembrou o filósofo.

Quando o espancamento e a sexualidade dele vieram a público, muitos tiveram uma reação inesperada. O professor ficou só. “Ainda me emociono com o caso, você perder a família, perder o emprego, perder os amigos, tudo ao mesmo tempo”, contou.

À noite, os bares e as boates da Avenida Paulista e das ruas próximas atraem jovens de todas as tendências. Os grupos radicais, que pregam a violência e o ódio, também circulam na avenida. Os alvos são sempre os mesmos: homossexuais, travestis, nordestinos e negros.

“São geralmente atos bastante covardes. Em geral, as pessoas são atacadas sem perceber isso”, afirma Franco Reinaldo, da coordenadoria de assuntos da diversidade sexual de São Paulo.

Morador da região, o professor falou sobre a violência contra três jovens, que aconteceu às 6h30 de domingo passado na Paulista. Um dos rapazes é ferido com lâmpadas fluorescentes. A polícia suspeita que os agressores, quatro menores e um rapaz de 19 anos, teriam agido porque as vítimas aparentavam ser homossexuais.

Segundo Alessandro Araújo, é comum o ataque de grupos radicais nesse horário: “Justamente, foi de manhã porque é de manhã o horário que os gays costumam sair das boates”.

“Não é qualquer pessoa que faz isso. Uma pessoa que tem algum distúrbio, algum desvio. E vai partir pra cima quando encontrar algo que incomode muito, seja gay, negro, estrangeiro”, conta a psicóloga Desirée Monteiro Cordeiro.

Durante seis meses, a banda "Arte Dance Bahia" se apresentou em palcos peruanos, a mais de cinco mil quilômetros de casa.

“No Peru nós fomos tratados como celebridades. As pessoas faziam filas e filas pra ver a gente, pra tirar foto”, lembrou o dançarino Igor Souza Silva.

“Eles gostavam da nossa cor, do nosso jeito de ser, do nosso cabelo”, completou Edimara Elba Castro dos Santos, bailarina.

Esta semana, o grupo já estava dentro do avião, voltando para o Brasil.

“Tinha uma pessoa sentada no banco da frente da gente, uma loira dos olhos claros. Aí essa senhora falou: ‘se eu soubesse que tinha preto e pobre dentro do avião, eu não pegaria esse voo. Eu trocaria de voo’. A gente foi muito ofendida. Muito”, contou Edimara Elba Castro dos Santos.

A mulher que teria feito as ofensas é uma médica brasileira, de 45 anos. No aeroporto de Guarulhos, São Paulo, ela foi indiciada por injúria. A pena é de um a três anos de cadeia.

“Perante a delegada e um delegado que tava na sala. Ela falou: ‘Gente, me desculpa’, pegou na mão da gente: ‘Me desculpa, eu estou muito arrependida de ter falado isso pra vocês’. É muito fácil pedir desculpa depois”, completou Edimara.

Tentamos falar com a médica, mas ela não retornou as nossas ligações.

Alguns vídeos apreendidos há duas semanas, em Porto Alegre, mostram até que ponto a intolerância pode chegar. Os policiais também encontraram várias fotos. Os suspeitos de participar do grupo neonazista já foram identificados. Segundo a investigação, uma tragédia poderia ter acontecido.

“O objetivo era explodir uma sinagoga e em um segundo momento eles pretendiam fazer um ataque na passeata gay, a passeata do movimento livre, que acontece em Porto Alegre, no Parque da Redenção”, contou o delegado Paulo Cesar Jardim.

Nos vídeos, aparece o senador gaúcho Paulo Paim: “Eles podem estar tentando me assustar, mas não conseguirão. Eu vou continuar defendendo tanto os idosos quanto os negros, pessoas com deficiência, os judeus, os palestinos, os nordestinos. Eu não aceito nenhum tipo de discriminação”, afirma o senador.

Este homem foi atacado por um grupo neonazista gaúcho. Foi cercado por quatro criminosos, apanhou e levou uma facada no pescoço. “Começaram a proferir palavras de ordem racista. Negro sujo, nós vamos te matar, essa raça não presta, vamos exterminar todo mundo”, disse o homem que não quis ser identificado.

Luciano da Silva, 28 anos, marceneiro. A polícia de Portugal investiga se ele foi vítima de xenofobia, que é a intolerância contra estrangeiros. Ele foi morto a facada, depois de urinar numa rua de Caldas da Rainha, cidade com 50 mil habitantes, a 100 quilômetros de Lisboa.

O Fantástico foi até lá. A mulher de Luciano conta que o casal e mais dois amigos, também brasileiros, voltavam de um bar.

“Fez xixi, vinha descendo um homem: ‘só veio aqui pra estragar o nosso país. Brasileiro de m***, porco de m***. Vai pra sua terra’. Ele foi ficando nervoso e eu pedindo: ‘Luciano, calma’. E ele foi e retrucou: ‘Eu já estou farto de vocês, essa porcaria desse país, preconceituoso’”, contou Andressa da Silva, mulher de Luciano.

Andressa fala que foi pedir ajuda e que logo depois os amigos avisaram que Luciano estava ferido.

“Eu encontrei ele exatamente caído no chão. Eu estou tentando ser forte, mas está sendo tão difícil. Cada vez que a Isadora chama o pai, me dói demais, demais”, lembra Andressa.

O assassino ainda não foi identificado.

“O preconceito está relacionado à falta de conhecimento, a ignorância também. A gente teria que trabalhar realmente na educação”, afirmou o filósofo Luiz Paulo Rouanet.

“Educar dentro de uma concepção de cidadania, de garantia de direitos, de respeito ao próximo”, disse a defensora pública Maíra Coraci Diniz.

“Se a pessoa é gorda, se a pessoa é baixa, se a pessoa tem deficiência, isso não se faz com ninguém que é um ser humano”, completou a bailarina Edimara Elba Castro dos Santos.

FONTE: http://globo.com/

domingo, 21 de novembro de 2010

Dia da Consciência Negra (quer dizer, afrodescendente)

Acabo de me lembrar que dia 20 de novembro foi escolhido para ser o Dia da Consciência Negra, e fiquei preocupada. Sim, porque não sei mais o que fazer com meu vocabulário! Não é "politicamente correto" falar a palavra NEGRO, então como fica? Dia da Consciência Afrodescendente? E também não posso mais chamar ninguém (nem ser chamada) de "neguinho" ou "neguinha", por medo de ser preconceituosa! E então?

Outras coisas me preocupam também. Quem vai redublar toda a série de Star Wars para dizer que Darth Vader é do "lado afrodescendente da força"? Na escola, o quadro é afrodescendente também? Se eu for escolher um vestido para sair, vou ter que usar um "afrodescendentezinho básico"? O que meu namorado vai achar disso? E como fica um romance (seja com negros ou não)? Na hora do clímax o cara vai dizer "ai, minha afrodescendentezinha"? Que broxante!

E as cotas? Tem que se tomar cuidado agora com a taxa de melanina, pois se "clarear" um pouquinho a pele, um negro (ops, afrodescendente, perdão) pode perder a vaga! Eu tô fora dessa, não consigo passar do tom cinza (logo depois do "vermelho-camarão"). Sempre achei essa história de cotas para negros dar tiro no pé. Agora o White Power anda reivindicando cotas para brancos também. Tá errado? Se pode para um, por que não pode para o outro? "Ah, mas é pra diminuir a desigualdade histórica"... Faz cota pra pobre então, ué! Pobre tem de toda cor! Lembram do caso dos gêmeos univitelinos, que um foi considerado negro e o outro não? É por isso que meus amigos headbangers andam reclamando. Eles agora querem cotas para cabeludos. E com razão!

Certa feita eu estava estagiando na Casa de Angola na Bahia, que fica na Baixa dos Sapateiros, em Salvador, e meu orientador organizou um evento na UEFS chamado "Dias de África". Eu estava com Ras-Bell, um amigo meu (autor de uma excelente dissertação de mestrado sobre capoeira angola pela UFBA), e quando eu entrei no auditório, TODOS no lugar olharam para mim, como se eu fosse um ET! Quer dizer que, sendo branca, não posso militar a favor das causas dos negros? Eu e Bell rimos bastante disso! E o professor da UFBA, doutor em História da África, que foi falar sobre escravidão na África e foi contestado por um militante do Movimento Negro, que disse que ele não sabia porra nenhuma de História da África, e que NUNCA existiu escravidão na África? Se contassem para ele que em Palmares tinha escravos, então, ele teria um enfarte! É, precisamos rever a História, fatos históricos não servem mais como parâmetro para nada...

E os índios? Nessa briga de branco vs. negro, foram totalmente esquecidos, coitados! Isso quando não são CONTRA cotas para índios, por que os indígenas estariam "se aproveitando das lutas do Movimento Negro em proveito próprio". Claro, esses são os negros riquinhos, que precisam das cotas muito mais do que os negros pobres, pois não têm competência para passar no vestibular mesmo estudando em escola particular a vida toda! Hipocrisia WINS! E isso que eles fazem não é racismo, mas o que eu disse...

Mais uma coisa que me deixa bastante preocupada é essa noção de "minorias". Negro é minoria, claro! Afinal, os morenos, mulatos, cafuzos, "marrom-bombons" não são negros, e são maioria. Branco também é minoria, mas nunca é considerado como tal. Aliás, se me chamarem de "branquela azeda" não tem problema, afinal não é preconceito, é "retaliação".

Tem também os homossexuais, que dizem ser minoria também, mas eu tenho cá minhas dúvidas. Entre homo e bissexuais, acho que heterossexual é que é minoria hoje! E aí, como fica? Para controle de natalidade é excelente agora, mas e depois? Adoção por casais homossexuais é massa, aumenta as chances das crianças terem um lar decente. Mas e quando elas crescerem, quem vai "reproduzir" mais? Tem uns gays amigos meus que eu considero um desperdício. Ah, se eu fosse homem!

Então, gente, muito cuidado com o que vocês dizem! Embora aqui na Bahia todos nós saibamos a diferença entre chamar alguém de "neguinha" e "nigrinha", por exemplo, não podemos mais usar esse tipo de vocabulário. Só não me perguntem como vamos chamar os angolanos, moçambicanos, e outros colegas de além-mar que moram aqui, porque eu também não sei. Como chamá-los de "afrodescendentes" se eles são africanos? Mas xingar branco, índio, moreno, albino, sarará-crioulo pode! Fiquem à vontade para me chamar de desbotada, transparente, cara de giz, etc. Isso não tem problema, não é racismo. Mas me chamar de "nega" nem pensar! Não importa que eu seja branca, e que na Bahia "nega/nego" e "neguinha/neguinho" seja tratamento carinhoso para qualquer pessoa, independente da cor da pele. Não pode! É racismo!

Enquanto isso, grupos racistas e extremistas continuam matando homossexuais, nordestinos, judeus, indígenas, mulheres, moradores de rua e... Tchan-ran! NEGROS! E sem chamá-los de negros, aposto...

E viva a consciência HUMANA!!!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Ei, quem é você? Vamos, responda!"




Judas
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas e Paulo Coelho

Parte de um plano secreto
amigo fiel de Jesus
eu fui escolhido por ele
para pregá-lo na cruz
Cristo morreu como um homem
um mártir da salvação
deixando para mim seu amigo
o sinal da traição.


-= REFRÃO =-

Mais é que lá em cima
lá na beira da piscina,
olhando simples mortais
das alturas fazem escrituras
e não me perguntam se é pouco ou demais (2x)

-= REFRÃO =-


Se eu não tivesse traído
morreria cercado de luz
e o mundo hoje então não teria
a marca sagrada da cruz
e para provar que me amava
pediu outro gesto de amor
pediu que o traísse com um beijo
que minha boca então marcou.


-= REFRÃO =-

Mais é que lá em cima
lá na beira da piscina,
olhando simples mortais
das alturas fazem escrituras
e não me perguntam se é pouco ou demais (2x)

-= REFRÃO =-

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ao vivo - "É mermo, é?"



Coisas Do Coração
Raul Seixas
Composição: Cláudio Roberto / Kika Seixas / Raul Seixas


Quando o navio finalmente alcançar a terra
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não

Coisas do coração!
Coisas do coração!

Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais

Paixão e nada mais!
Paixão e nada mais!

Somos a resposta exata do que a gente perguntou
Entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração!

Coisas do coração!
Coisas do coração!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Brasil "multicor"

Mais um infográfico excelente do Ilustre BOB, mostrando a diversidade de opiniões deste enorme país. Nele, podemos ver que o Brasil não se divide entre "vermelhos" e "azuis", mas continua sendo a miríade de cores e vontades que sempre caracterizou nosso país. E pasmem; os dois estados onde Serra teve maior porcentagem de votos são do NORTE! E agora, Mayara Petruso, onde fica sua teoria? Parabéns novamente, Bruno! Seu trabalho como sempre superando as espectativas.



FONTE:
http://ilustrebob.com.br/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Resquício de Ditadura (Part II)

Me perdoem meus amigos policiais, mas truculência é truculência, e não pode ficar impune. Atenção, leitores de Floresta Esmeralda em POA, nada de confraternização comigo em praça pública, senão eu vou PRESA, não só pelo crime hediondo de PERTURBAR A ORDEM (Putz!) como por DESACATO, pois não teria a mesma atitude calma e educada que teve a Telma. Agora escritor é BANDIDO???




A equipe do blog ЯPG є Pσєsïα manifesta seu REPÚDIO à truculência policial observada na Feira do Livro em Porto Alegre, e ao total DESRESPEITO à comunidade de POA e aos escritores presentes, em especial à atriz e escritora TELMA SCHERER, que foi DETIDA (leia-se PRESA) por estar apresentando uma performance ao seu público na praça em frente ao evento. "Que país é esse???"


FONTE:
Blog do Benvindo, em 15/11/2010, às 02:28AM, horário de Brasília.

sábado, 13 de novembro de 2010

Resquícios da #Eleição2010

Até quando vamos permitir que certos seres humanos se achem superiores a outros seres humanos???



"Era só mais uma dura, RESQUÍCIO DE DITADURA, mostrando a mentalidade de quem se sente autoridade nesse tribunal de rua" (e no twitter?!?)! (O Rappa)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Prece Druida

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalante ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins. Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Presente de fim de noite

Ah, as maravilhas da tecnologia!! Graças à ela, e à boa vontade de minha conterrânea (que levou o note dela pro palco), tive o prazer de ver e ouvir a baianinha cantando no Salão do Automóvel, em Sampa! E dá-lhe Pitty! Você é FODA!!!



CAMPANHA: Mãe, quero uma @pittyleone de presente no natal!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

#BrasilUnido ou "neo-nazismo à brasileira"?



Hoje me deparei com mais um capítulo da intolerância na internet. Tropecei sem querer em uma hashtag no twitter, a #OrgulhoDeSerNordestino, e me assustei. Fazia tempo que não escrevia nada aqui, muito por causa da DORT/LER que eu adquiri, mas essa tag me deixou bastante revoltada. Quem me conhece e/ou acompanha meus passatempos prediletos (escrever, jogar/mestrar RPG e curtir boa música) sabe que em 2008 estive em São Paulo, por ocasião do lançamento da antologia ANNO DOMINI da Andross, com um de meus parcos contos, A Filha da Parteira.
Adorei estar lá, apesar de por muitas vezes sentir falta das estrelas e do horizonte (às vezes, até mesmo do sol), e adorei conhecer pessoas lá, fossem elas paulistanos, paulistas, cariocas, mineiros, cearenses e rever meus amigos baianos que lá me abrigaram carinhosamente.
Infelizmente nem todos percebem que vivem em uma cidade que reflete toda diversidade do nosso país, pois lá se encontram pessoas de todos os lugares desse belo país (mesmo os mais longínquos e lendários, como o Acre), quiçá de todo mundo, e é isso que faz com que Sampa seja comparada (e comparável) a New York.
Lamentavelmente, parece que uma minoria cujas atitudes me fazem incapaz de escolher um adjetivo ameno para incluir na frase aprendeu com os norte-americanos uma das coisas que eles tem de mais detestável: o neo-nazismo.

Sim, porque desde 2007 que acompanho os movimentos racistas e/ou nacional-socialistas em redes sociais da internet, como o orkut. Na verdade, este é um dos meios prediletos que estes "cidadãos do mal" utilizam para disseminar o ódio e a intolerância. De criar comunidades ao estilo "Devolvam o Nordeste pra África" a hackear perfis de donos de comunidades anti intolerância (como fizeram com a Anti-Racismo/Anti-Nazismo), ou mesmo se mostrando abertamente em comunidades de grande porte, como a HISTÓRIA (por sinal a maior do orkut) e Anarquismo (da qual me tornaram moderadora para ajudar a combater essas pragas) pregando o retorno da Ditadura Militar, promovendo ideais Integralistas, Nacional-Socialistas ou mesmo Nazistas e Neo-Nazistas (modelo norte-americano, um pouco diferente do nazismo alemão), criação de blogs e associações como os "Homens De Bem" (HDB), estes "seres" usam tudo que lhes vem ao alcance para fazer apologia à tortura, ao machismo exacerbado, agressões homofóbicas e anti-nordestinos, e toda essa coleção de atos e posicionamentos estúpidos que têm o poder de nos fazer ter vergonha de ser-mos seres humanos.

Pois bem, uma pequena amostra do que esses "Trolls" podem fazer tomou proporções gigantescas de ontem para hoje no twitter. Motivo? Este:











Para quem ainda não percebeu a gravidade do assunto, isso é apenas um claro reflexo do que a disseminação indiscriminada desse lixo ideológico é capaz. O discurso fascista "remasterizado" contribui enormemente para o aumento e proporcional fortalecimento desse lixo ideológico que seres humanos conscientes e/ou de bom coração abominam. Não são mais adolescentes problemáticos por trás de perfis fakes que procuram gerar discussões polêmicas em redes sociais, é um preconceito claro diluído em doses tóxicas de sarcasmo e ironia, contra as mulheres, os negros, os nordestinos, os homossexuais, os judeus, os africanos, etc.

Abaixo, mais uma pequena amostra do que é capaz a desinformação, a despolitização e a veiculação descontrolada de assuntos desse naipe na internet:










Talvez vocês agora pensem "isso é besteira, eles não vão sair da internet". Bem, eles são fakes, mas não são fantasmas, ou não? Além do mais, um deles chegou a me ameaçar, dizendo morar em Itapetinga/BA. Segundo a criança, ele é gaúcho, e veio para a Bahia porque o pai foi transferido no trabalho. Eis o perfil do "neo-nazista baiano":






Diante do acontecido e do exposto, tenho algumas considerações a fazer. "Eu sou soteropolitana, eu sou baiana, eu sou de Salvador" com muito orgulho, AMO minha Bahia e meu Nordeste, AMO meu Brasil, AMO minha pátria e minha gente, e JAMAIS deixarei de lutar contra o preconceito, a xenofobia, a intolerância, a violência, seja ela física ou psicológica, e principalmente, à agressão de pessoas mais fracas e/ou incapazes de se defender, como crianças, idosos, gestantes, deficientes, e quem quer que seja! Abaixo, um pequeno manual de reconhecimento dessas aberrações:



E para encerrar a conversa, fica novamente a dica: V for Vendetta, ou "V de Vingança", é um filme/HQ que vale a pena assistir nesses tempos duvidosos de ódio, intolerância e estupidez. Preparem a pipoca, e bom filme!




Beijokas a todos!!!