terça-feira, 20 de setembro de 2011

ARABELLA - Tomo I {Heresia}

Cap. 5
Fuga

 

Arabella estava sentada na soleira da cabana, limpando os peixes que havia pescado ao alvorecer. Já faziam mais de três meses que morava na ermita com o padre Thimoty, e todas as manhãs o velho ia para uma pequena clareira no meio da floresta, fazer suas orações, enquanto a garota providenciava o desjejum. Terminou de limpar os peixes, colocando-os em um cesto de vime. Jogou algumas ervas por cima, e cobriu a cesta com uma toalha de linho cru que ela mesma havia feito. O eremita providenciara para a garota semanas atrás um fuso e um tear, e conseguira linho, algodão, agulhas e linhas coloridas. Ela sabia fazer tecidos e bordados com algum capricho, e já havia enfeitado a cabana com toalhas, cortinas, tecendo também uma bela toalhinha decorada com pequenas cruzes para o oratório do padre. Enterrou os restos do peixe a alguma distância da cabana, e quando retornou arrebatou a cesta e se dirigiu à cozinha. Enquanto preparava a comida, tentava lembrar o sonho horrível que tivera. Nele, a cabana do eremita estava em chamas, e de dentro dela o velho gritava para que ela corresse, enquanto um tropel de cavalos parecia perseguí-la, e ela tropeçava nas raízes das árvores enquanto fugia. Quando parecia que iriam alcançá-la, ela acordou assustada e ensopada de suor. Não havia amanhecido ainda, mas como ela não conseguia mais dormir, caminhou em direção ao riacho com um anzol e uns petiscos de isca, para refletir enquanto pescava.

Porém, quanto mais pensava no sonho, mais assustada ficava, então resolveu esquecê-lo e concentrar-se na tarefa que estava fazendo naquele momento, pois quase derrubara o tacho de ferro em seu pé quando foi tirá-lo da prateleira. Fritou os peixes com a manteiga de cabra que fizera na tarde do dia anterior, e serviu junto com duas fôrmas de pão que já estavam sendo aquecidas. Terminou mais cedo do que de costume, e como estava faminta, não esperou o eremita para começar a comer. Enquanto remexia o peixe à procura de espinhas, pensava novamente no sonho. Era tão medonho que parecia real. Gostava daquele velho, ele cuidou dela como um pai, e não queria que nada de mal lhe acontecesse, ainda mais por sua causa. Sabia que poderia estar sendo procurada, e nesse caso o padre Thimoty poderia ter problemas por ter lhe abrigado. Contudo, foi só um sonho. Por que estava com tanto medo assim?

Confusa, deslizou distraidamente os dedos pela nuca, encontrando a corrente do medalhão que sempre trazia escondido por sob as vestes. Sua mãe o guardava com enorme carinho, dizendo-lhe que tinha pertencido ao pai dela, mas disse também que ela não poderia revelar isso a ninguém. Não fazia idéia do porquê, mas jamais mostrou a jóia a pessoa alguma, por mais que confiasse nela. Tirou-o do pescoço, e ficou observando o diamante negro lapidado em forma de corvo no centro do medalhão de prata. Era tudo o que restava da sua família.

Súbito, o eremita entrou na cozinha. Arabella estava tão distraída que não havia escutado ele chegar, e se levantou assustada, deixando cair o medalhão. Ela fez menção de abaixar para pegá-lo, mas Thimoty a interrompeu com um gesto, olhando sério para ela, como da vez que a garota demonstrara sua animosidade contra a Igreja. Arabella empalideceu, vendo seu segredo mais precioso caído no chão. O velho caminhou em direção a ela, abaixando-se para pegar a jóia, que ergueu diante dos olhos. Seu semblante estava terrivelmente impassível.

– Onde você pegou isso?

– Eu não roubei! – falou, um pouco mais alto do que pretendia. – Era da minha mãe. Ela disse que ganhou do meu pai, quando eles se conheceram.

– E onde está seu pai agora?

– Morreu antes que eu pudesse conhecê-lo.

Arabella contou ao velho sua história. Enquanto o fazia, parecia que um enorme peso lhe era tirado das costas. O padre ouviu com paciência, respeitando os momentos de silêncio onde ela parecia ter que criar mais coragem para continuar. Quando ela terminou, ele olhou nos olhos da garota, com um ar de incredulidade perpassando seu rosto, mas pareceu concluir que ela não estava mentindo, e lhe devolveu o medalhão.

– Tudo bem. Mas guarde bem essa jóia, criança! Ela não é tão preciosa quanto sua vida. E é uma pena que seja tão apegada a ela, pois talvez fosse melhor até mesmo desfazer-se desse medalhão.

– O que quer dizer?

– Este é o brasão de uma das antigas famílias de nobres pagãos, que foram perseguidas e extintas pelos monges negros. Poucos deles sobreviveram, e apenas porque conseguiram provar que eram bons cristãos, e que, por temor a Deus, renunciaram às suas tradições. Se pegarem você com esse medalhão, temo que não sobreviva aos inquisidores, pois essa jóia a identifica como um deles, e se não puder explicar como veio parar em suas mãos, meus irmãos mais afoitos a tomariam por uma herege.

Ela pôs o medalhão de volta no pescoço, escondendo-o como sempre fazia.

– O que você fez com o crucifixo de sua mãe? – perguntou, de súbito, o eremita.

– Deixei-o com Ms. Hannah, como presente de despedida. – respondeu a moça, intrigada. Não se lembrava de ter mencionado a jóia da mãe.

O velho percebeu a confusão no semblante de Arabella, mas nada acrescentou. Caminhou lentamente até o oratório, sem olhar para a garota, e começou a reacender algumas velas que não resistiram à brisa da manhã. Ela lutou por um momento entre a vontade de descobrir como ele sabia do crucifixo, e o medo de parecer impertinente. Tinha a estranha sensação de que aquele medalhão era um símbolo de alguma coisa perigosa, e o padre reagiu de forma terrível a ele. Por fim, a sua curiosidade foi maior, e tomando o maior cuidado que podia ao escolher as palavras, perguntou.

– Senhor, me desculpe, mas não me recordo de...

– Ter mencionado o crucifixo? – completou o velho, ainda de costas. – Fui eu quem o deu de presente à sua mãe. Deu um longo suspiro, abaixando a cabeça.

– Eu conheci Madeleine quando era apenas uma garotinha. Uma boa menina, viva e inteligente, mas muito misteriosa. Como você, Arabella.

Voltou-se para a garota, que estava muda de espanto.

– Não lhe contarei esta história hoje. – emendou em um tom áspero. – Estou faminto! E preciso de mais velas, aquelas são as últimas!

A garota olhou desanimada para os tocos de velas cujas chamas tremiam com o vento. Não ia conseguir que o padre lhe contasse nada enquanto estivesse zangado pelo fato dela lhe guardar segredos, sobretudo segredos que poriam sua vida em risco. Teria que esperar que ele mesmo decidisse se deveria ou não confiar nela.

***

Dois dias depois, o velho Thimoty recebeu a visita do mensageiro de uma de suas benfeitoras. Ele trazia dois fardos muito bem arrumados de mantimentos, junto com um bilhete. O eremita leu o recado curto, escrito às pressas, e ergueu os olhos para o garoto à sua frente. O pedaço de papel em suas mãos estava assinado por Lady Alexia McFair, esposa do marquês e mais rico mercador de Weymouth. Nele, a marquesa recomendava que o padre fugisse para o norte, pois teve conhecimento, em um dos jantares do qual participara com seu marido, que Lord Landaff Moey, o Duque de Portland, havia contratado um grupo de mercenários para capturar uma jovem que se escondia na floresta, e eles provavelmente destruiriam qualquer coisa – ou pessoa – que tentasse lhes barrar o caminho.

– Eu vi os homens contratados pelo duque, senhor! – disse o rapaz. – Acho melhor seguir o conselho de Lady Alexia.

O eremita empalideceu. Atirou o bilhete nas chamas da lareira, e ficou olhando o fogo por um momento. Lembrou-se do medalhão da garota, e suspirou preocupado. Se encontrassem Arabella com aquela jóia, ela não teria a menor chance de sobreviver aos seus captores. Ele correu ao seu encontro, para alertá-la do perigo iminente, e a encontrou rachando lenha nos fundos da cabana.

– Arabella! – chamou.

A garota escorou o machado no toco onde trabalhava, e caminhou em direção ao eremita. Ele entrou na cozinha, acenando para que ela o seguisse, e se sentou à mesa. Arabella arrastou o banco para ficar diante dele, estranhando o comportamento de Thimoty. Ele a olhou profundamente, enquanto a moça torcia as mãos no colo, angustiada com seu silêncio prolongado. Por fim, o eremita inspirou profundamente, e começou a falar.

– Conheci sua mãe quando ainda era muito pequena, pois costumava visitar sua avó, Sibila Tyburn, ou Sibila “Dell”, como gostava de ser chamada, para tentar convertê-la ao Nosso Senhor. Madeleine era apenas uma criança, e gostava das histórias que eu contava, de modo que, na tentativa de transformar Sibila em cristã, creio ter conseguido tocar o coração da menina. Quando percebi isso, dei-lhe de presente meu crucifixo, na esperança de que ela se lembrasse de mim e do Senhor Jesus quando fizesse suas orações. Porém, como sabe, tive que renunciar ao convívio com os fiéis, sendo obrigado a viver em isolamento por todos esses anos. Me recusei a capturar uma das Famílias Antigas para os inquisidores, e quase fui encarcerado por isso. Apenas quando jurei tornar-me um eremita, me afastando dos fiéis e das ações da Igreja, os meus irmãos de hábito negro me deixaram partir.

“Hoje recebi uma carta de uma de minhas benfeitoras, um dos membros daquela família que tentei proteger. Seu nome é Lady Alexia McFair, e segundo ela, partiram de Portland, pouco depois de seu mensageiro, um grupo de mercenários à procura de alguém que se esconde nesta floresta. Quem os contratou foi Lord Moey, e tenho razões de sobra para acreditar que estão atrás de você. Ela me aconselhou a rumar para o norte e pedir proteção ao seu irmão, mas acho mais prudente permanecer aqui. Não acredito que fariam nada contra um velho padre, e posso tentar desviá-los de sua busca enquanto você foge. Deve rumar para o norte, em direção às profundezas do vale; lá talvez tenha mais chance de escapar. E não deve se demorar mais, se quiser ganhar alguma dianteira de seus captores.

Arabella levantou-se de um salto, correndo para arrumar sua mochila. Thimoty juntou às suas coisas um pequeno fardo de comida, não muito pesado, para não atrasá-la. Entregou-lhe também as tintas, penas e folhas de papel que sobraram das aulas, e a pele de urso na qual ela costumava dormir. E a sua bíblia.

– Já que deixou o crucifixo de sua mãe para trás, aceite isso como um presente de despedida. – disse, enquanto abençoava a garota. – Para que se lembre de mim, e do Senhor Jesus, durante sua jornada.

Arabella abraçou o velho por um momento, em seguida apressou-se a ir embora, cobrindo a cabeça com o capuz do manto para se proteger do ar frio que invadia a cabana pela porta aberta dos fundos, por onde desapareceu no meio da noite que começava a tingir o céu de negro. Corria sem descanso na escuridão da floresta, tentando não pensar no velho que ficara para trás. Vagou pelas árvores durante toda madrugada, deixando a maior distância possível entre ela e seus captores. Quando o cansaço ameaçou seus passos, diminuiu a marcha e prosseguiu. Ao amanhecer, encontrou uma margem do rio, onde a água corria mais veloz pelas pedras. Em seu caminho desconexo no meio do bosque começava uma subida, e ela resolveu parar para descansar. Encontrou um tronco oco próximo à margem; escondeu sua mochila, esgueirou-se para dentro da árvore, tentando não despedaçar a madeira podre, e adormeceu.


Trecho de ARABELLA

sábado, 30 de julho de 2011

I Ain't No Nice Guy

Parceria essa feita pra abalar com os sustentáculos do mundo. Acho que por isso escolheram algo bem levinho.


domingo, 24 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

ARABELLA - Tomo I {Heresia}

Cap. 4
Mercenários


Em Portland, os servos do castelo de Lord Moey não paravam de trabalhar desde cedo. Haveria um jantar à noite, onde um dos convidados era o próprio Lord Alexander Frost, Conde de Dorset. Um dos vassalos do duque, o Marquês Joseph McFair, estava prosperando rapidamente em seus negócios com os comerciantes de Veneza, que traziam para o reino as iguarias do oriente, bem como artigos para as principais feiras do condado. Lord Frost pretendia conhecer este homem cuja frota de navios trazia riquezas para Dorset. Mas corria um boato pelo palácio que o principal objetivo de Landaff com esse jantar era obter apoio do conde para capturar e levar a julgamento a filha da parteira que matara sua bela filha Mattie.

Todos sabiam do anúncio posto por Lord Moey, contratando mercenários para capturarem a garota. Ele havia espalhado arautos por todo o condado a alguns dias, e no fim daquela tarde chegaram três estranhos ao castelo, querendo falar com o duque. Os serviçais acreditavam que eles haviam sido contratados por seu senhor, pois ficaram para o jantar. Por isso, não foi surpresa quando dois deles desceram dos aposentos até o salão principal, que estava cheio de criados, todos eles bastante atarefados preparando o banquete de logo mais.

Os mercenários pareciam estrangeiros, dada a sua aparência não muito sutil. Um deles, de cabelos castanhos, usava um tecido xadrez em formato de saia – o kilt – como fazem os highlanders do norte da Escócia, enquanto o outro era um enorme ruivo com tranças e um grande machado, lembrando os antigos saxões que invadiram a Britânia séculos atrás. O terceiro, que não estava com eles, era um irlandês esguio de cabelos negros e olhos verdes, que carregava consigo uma espada e um alaúde, embora aparentasse ser forte demais para um músico, principalmente se comparado a Michael Summers, o menestrel da corte de Moey, e outros menestréis que se vêem nos pomposos salões dos nobres.

O escocês se aproximou de uma das criadas, perguntando pela castelã, e a garota apontou para uma senhora robusta no meio da sala que gesticulava de forma a comandar o enxame de servos, que entrava e saía pelas portas do salão. Em seguida, a jovem criada se esquivou dos guerreiros e retornou aos seus afazeres. Os mercenários se dirigiram à castelã, que já os havia visto e os aguardava em silêncio enquanto atravessavam o salão em sua direção.

– Com licença, minha senhora. – falou o escocês – Meu nome é Bruce McLaggen, e meu amigo se chama William Kent. Nós fomos contratados pelo Duque de Portland para procurar uma garota que estaria presente quando sua filha morreu. A senhora é?

– Ms. Lilly Finnegan. – respondeu, desconfiada. – O que querem de mim?

– Ms. Finnegan! – Bruce olhou mulher diretamente nos olhos, e prosseguiu cautelosamente. – A senhora viu a garota quando ela esteve aqui, certo? Poderia, por favor, nos dar qualquer informação que nos ajudasse a encontrar a pista da fugitiva?

– O que você quer saber sobre a menina, meu filho?

– Bem, Lord Moey nos contou que uma parteira chamada Madeleine foi solicitada por sua esposa para tratar da filha dele, Mattie, e que essa parteira a matou. O duque falou também que a garota que devemos capturar é a filha da parteira, que estava presente quando Mattie morreu. Acredito que a senhora saiba o que aconteceu com ela depois que as duas mulheres partiram do castelo, e isso talvez nos dê uma pista de seu paradeiro. Poderia me contar algo que talvez o duque não saiba?

A castelã olhou em volta, se certificando de que estava tudo em ordem, fez um gesto para que os rapazes a acompanhassem até um canto da sala, e começou a falar rápido e em voz baixa.

– Não devem dizer a ninguém que lhes contei essas coisas. – começa ela, um pouco insegura. – A parteira não teve culpa da morte da menina. Mattie estava grávida de quase seis luas, e acredito que a mãe dela tenha obrigado Madeleine a fazer o aborto. Quando a menina morreu, Lady Caroline nos proibiu de falar sobre o que aconteceu. Contou ao duque que Madeleine tinha sido chamada para curar Mattie de um descontrole das regras, e que em vez disso a parteira a matou com suas ervas. Madeleine foi queimada como bruxa, e agora Lord Moey quer caçar Arabella, a filha da parteira, apenas porque ela estava presente no dia que Mattie morreu, ajudando sua mãe, e por isso milorde acredita que a pobre garota ajudou a matar sua filha.

Bruce olhava espantado para a mulher. Ela continuou a falar, vendo que eles permaneciam calados, esperando para ouvir mais.

– Estou contando essas coisas para vocês porque meu senhor está sendo enganado. Conheci Madeleine, ela fez todos os meus cinco partos, e sei que era uma boa mulher. Quem matou Mattie foi a própria mãe dela, porque a menina estava apaixonada pelo filho do moleiro. Lady Caroline jamais permitiria que essa criança nascesse, nem que para isso precisasse matar sua própria filha, como de fato o fez. Mas se vocês disserem a alguém que lhes contei isso, será meu pescoço que estará na forca. Milady não costuma perdoar aqueles que traem sua confiança.

– Não se preocupe, Ms Finnegan. Não pretendemos revelar o que ficamos sabendo, e muito menos a fonte. Tenha certeza que não falaremos da senhora, nem do que nos contou agora.

Intrigados, os mercenários voltaram para os aposentos que haviam sido designado para eles, e quando entraram se depararam com o irlandês, que os aguardava dedilhando seu alaúde. Ele parecia bastante ansioso, a julgar pelo modo que largou o instrumento na cama quando eles entraram no quarto, então os dois se acomodaram para ouvir primeiro o que ele tinha a dizer.

– Eu explorei os corredores e entreouvi uma conversa interessante. Não foi dita em inglês, mas numa língua mais antiga, quase desconhecida, e pelo que eu pude compreender, tem pessoas nesse castelo que não querem que encontremos a menina.

– Como assim? – perguntou William.

– Escutei pelo vão da porta de um dos quartos uma conversa entre um lorde e sua esposa, e parece que a mulher está preocupada com o destino da tal Arabella. Disse que não podia permitir que a encontrassem.

– Pois nós também descobrimos coisas interessantes. – começou Bruce. – Encontramos a castelã no salão principal. Ela nos contou que a filha do duque estava grávida, e morreu quando a mãe obrigou a parteira a fazer o aborto. Parece que Lady Caroline é a verdadeira responsável pela morte de Mattie.

– É, amigos! – exclamou o galês. – Pelo jeito nós nos metemos em um vespeiro.

– Vespeiro ou não, o duque já nos adiantou parte da recompensa. – argumentou o escocês. – Além disso, nos deu três cavalos e um salvo-conduto com seu brasão. Partiremos ao amanhecer para procurar a garota, seja ela culpada ou não. Mas agora é melhor nos apressarmos. Lord Moey nos convidou para o jantar, pode ser que descubramos mais coisas interessantes lá. Procurem não beber muito.

– Ficarei atento aos convidados da festa. – concordou Ian, e eles se ocuparam em arrumar-se para o jantar logo mais.

***

Mais tarde, os rapazes desceram ao salão de jantar, sentando-se à mesa, onde identificaram Lord Alexander Frost à direita do duque, e sua esposa Caroline Moey sentada ao seu lado, os três conversando em voz baixa. Viram também o casal cuja conversa Ian havia escutado. O bardo perguntou ao comensal ao seu lado se os conhecia, e este informou que eram os McFair, marquês e marquesa de Weymouth. Informou também que Lord Moey oferecia este jantar para apresentar formalmente Lord Joseph McFair e sua esposa Alexia ao Conde de Dorset. O bardo olhou na direção dos dois, notando que eles discutiam algo aos cochichos, com as cabeças juntas e os rostos tensos.

Algum tempo depois, Moey ergueu-se de sua cadeira, acenando com um gesto para que os McFair fizessem o mesmo. Ele apresentou o casal ao conde e aos presentes, elogiando Lord McFair pelos seus bem sucedidos negócios com a França, que traziam excelentes produtos para as feiras, e riquezas para o condado. Lord Frost recompensou o marquês com algumas honrarias, e os três nobres em seguida começaram a conversar entre si, discutindo os planos que tinham para Dorset.

A ceia foi servida, e aos poucos o vinho foi tornando a festa mais barulhenta. No meio do salão, um menestrel animava a festa, cantando canções alegres e provocando os comensais a cantar também e a pedir canções. Era Michael Summers, menestrel do Duque de Portland, famoso por suas baladas épicas e canções de viagem. Bruce e William olhavam para o casal de Weymouth, que Ian O’Connel havia apontado, mas este observava atentamente a performance do menestrel.

Nesse momento, Michael fez um movimento amplo com as mãos, deixando visível uma marca na palma que, embora bastante apagada, Ian conseguiu identificar como sendo a estrela de cinco pontas, um dos símbolos mágicos da antiga religião pagã. Ele não tinha essa tatuagem, porque na Irlanda o cristianismo era forte demais para permitir que esse tipo de sinal passasse impune, mas sabia que na Inglaterra aquele era um sinal que marcava a iniciação dos bardos e das bruxas. Não compreendia porque a Inquisição ainda não havia descoberto a existência dos bardos, herdeiros dos segredos místicos dos antigos druidas daquelas terras. Talvez esse desinteresse se devesse ao fato de que bardos são artistas – e homens –, e por isso os padres não viam sinais de magia nessas tatuagens. Mas o mais interessante é que se tratava do menestrel da corte do próprio Duque de Portland. Será que Moey sabia que seu músico particular era um bardo?

William Kent, que não havia desviado o olhar dos McFair por um só momento, tirou O’Connel de seu devaneio com um leve empurrão em seu braço. Assim que conseguiu chamar a atenção dele, William fez um gesto discreto com a cabeça, convidando-o a ver o que estava acontecendo. Foi quando ele percebeu que os McFair estavam se levantando da mesa, expressando suas desculpas ao conde e aos anfitriões por estarem se retirando mais cedo. Os rapazes confabularam rapidamente sobre o que fariam em seguida, e decidiram se retirar também. Dirigiram-se até a cabeceira da mesa, e com a desculpa de terem que acordar cedo na manhã seguinte, saíram o mais rapidamente possível sem levantar suspeitas de suas intenções. Eles tentaram alcançar o casal antes que chegassem aos seus aposentos, mas quando chegaram à porta do quarto dos McFair, ela estava trancada. Bateram, mas não houve resposta. Tentaram uma segunda vez, e nada. Decidiram então dormir, porque de qualquer maneira deveriam realmente acordar cedo, pois partiriam para Dorchester na manhã seguinte. O irlandês tinha uma amiga naquela cidade, e talvez ela pudesse ajudá-los a encontrar a garota-bruxa que estavam caçando. Seu nome era Rayne Tyndale, e ela conhecia praticamente toda a Inglaterra, pois viajava com um grupo de artistas pelas feiras. Esperava encontrá-la em Dorchester, pois sua feira era a maior do condado, além de ser a cidade natal da garota, e ele sabia o quanto Rayne gostava daquele lugar.

Partiram ao amanhecer, depois de passarem pelas cozinhas para se despediram de Ms. Finnegan, que gentilmente os abasteceu com cereais, carne salgada e o pão seco, feito com quase nenhum fermento, para que não estragassem em poucos dias. Então eles apanharam os cavalos nos estábulos e seguiram viagem, contando que chegariam a Dorchester no início daquela tarde se cavalgassem a manhã inteira, sem descanso. Ao entrar na cidade, depararam-se com a feira já em seu final, e uma trupe de malabaristas se apresentava em um pequeno palco improvisado. Ian se aproximou da cesta de coleta e jogou algumas moedas, localizando Rayne no meio dos malabares. Ela retribuiu-lhe o olhar, acenando com a cabeça pra indicar que o vira, e continuou o espetáculo. Quando a apresentação terminou, ela se afastou da trupe e veio falar com o irlandês.

– Ora, se não é o meu velho amigo Ian O’Connel, o irlandês de dedos ágeis e língua ferina! – cumprimentou ela, zombeteira. – O que o traz a Dorset?

– Fui contratado pelo Duque de Portland para encontrar uma garota fugitiva. – respondeu o bardo. – Pode nos ajudar, Rayne?

– Ah, isso! – resmungou a garota. – Eu vi o anúncio da recompensa, Lord Moey mandou um dos seus arautos para cá. O que eu ganho se ajudar vocês?

– Que tal uma peça de ouro?

– Uma peça? Que mixaria! Cinco, e não se fala mais nisso!

Ian abriu os braços, divertido, estendendo a mão para a acrobata.

– A humilde e generosa Rayne Tyndale! Três moedas, então? Pelos velhos tempos?

A garota riu e apertou a mão do bardo.

– Fechado! Para onde pretendem ir?

– Lord Moey nos informou que a garota provavelmente se escondeu na floresta do Vale de Blackmore. – contou ele.

– Na floresta assombrada? – perguntou a acrobata, surpresa.

– Sim, ela fugiu para lá. Pode nos guiar pelo vale, Rayne?

– Bem, árvores não são minha especialidade, mas conheço um caçador que mora na entrada do vale. Seu nome é Luke Callot, e se há alguém no condado que conhece a Floresta de Blackmore, esse alguém é o Luke.

– Então vamos procurar esse caçador.

O grupo seguiu então para o Vale Blackmore, em busca do guia que os levaria para o coração da floresta assombrada.

Trecho de ARABELLA

domingo, 29 de maio de 2011

Jesus e a Lei

Autor: Odalberto Domingos Casonatto


O presente texto “Jesus e a Lei” nos desafiam a pensar em nosso contexto de Leis, fazendo um contraponto com o hoje e o tempo de Jesus. O texto inicia com uma leitura das atitudes de Jesus frente à legislação da Lei de seu tempo e analisa aos seguintes episódios: quem é o próximo e o não próximo; o sistema do culto e do Templo; a observância do Sábado; a lei do puro e do impuro. Isto tudo representava a fundamentação legalista do sistema judaico. No final confirma-se que Jesus rompeu com as velhas normas e propõe a observância da Lei do amor que geram vida.

Podemos nos perguntar: como se portou Jesus frente à Lei e a legislação de seu tempo?. Como o cristão deve portar-se frente às leis aprovadas e estabelecidas?

Nosso pais tem fama de ser desrespeitador da ordem e da Lei estabelecida. Mas onde está o erro? Não estaria na própria lei que desrespeita o homem, tornando-se instrumento de exploração, joguete de interesses de grupos avaros de riqueza? Como exemplo disto, temos todos os Decretos-Leis, no setor econômico brasileiro. Nas Leis que fixam os coeficientes de inflação, nas que estabelecem os juros bancários etc... Nas leis e normas que orientam a aposentadoria do trabalhador brasileiro. Quantas alterações, emendas, suspensões, criações de novas leis! Sem falar dos nossos políticos que se envolvem em escândalos de corrupção e que durante meses e anos são feitos julgamentos e que no final não se chega à conclusão nenhuma.

Podemos crer que a maneira irônica que Cristo viveu com as Leis de sua época e as reinterpretou é luz no emaranhado de nossa vida. Nós que buscamos um mundo conforme o Plano de Deus.


As Leis geradoras de morte, nas estruturas do tempo de Jesus e a Nova Lei.

Jesus viveu na Palestina, dentro do quadro do Império Romano e do Judaísmo. Encontrou estruturas sociais geradoras de morte, tais como o sistema da Lei no Judaísmo e também as Leis econômicas do Império Romano. Para podermos compreender em profundidade as atitudes de Jesus e seus gestos, temos que entender também a situação do homem de seu tempo. Só assim vamos ter a compreensão do posicionamento de Jesus perante a Lei, e o porque de sua interpretação irônica (muitas vezes) da mesma.

Jesus, em sua época, conseguiu distinguir, de modo claro, as estruturas do seu tempo que sustentavam Leis de morte, daquelas Leis que geravam vida. Perpassando as páginas do Evangelho, encontramos Jesus em constante conflito com os Fariseus, pois eram os guardiões da mais terrível estrutura de morte de sua época.

Entretanto, alguns podem pensar que a dominação do Império Romano pudesse oferecer o maior peso de sofrimento ao povo judeu. Olhando dentro da globalidade da situação, a dominação romana representou apenas uma parcela e nos Evangelhos pouca referência a ela encontramos.

As atitudes de Jesus frente às Leis estabelecidas

Se conferirmos os textos que falam de Jesus perante a lei estabelecida, vamos ver que Jesus a desrespeitou muitas vezes. Esta maneira nova de pensar acerca da Lei criou para Jesus um repúdio dos Fariseus, Saduceus, Sacerdotes, que culminou com a morte na Cruz. Os Fariseus, mestres do Judaísmo, criticavam asperamente as atitudes de Jesus, pois eram um desrespeito a ordem estabelecida.

Poderíamos nos perguntar por que Jesus não atacou diretamente a estrutura geradora de morte do Império Romano, em vez do Judaísmo. De fato, o Império Romano representava a opressão do dominador estrangeiro, mas não era a espinha dorsal do sistema de morte na Palestina. O Judaísmo, fortemente firmado pela ideologia da Lei e do sistema do Puro e do Impuro (interpretada de modo diverso pelos partidos políticos), decretava, de fato, a morte do povo todo que vivia na Palestina.

Cristo percebeu isto, viu onde de fato deveria iniciar o seu trabalho libertador, e tomou as mais variadas atitudes frente a situações diversas, que deixaram os Fariseus atônitos.

A. Quem é o próximo e o não-próximo?

O que tem de verdade nesta Lei?

Sério problema causador de morte a Lei que distinguia as pessoas e as classificavam em próximo e não próximo. 0s Judeus, apoiados na Lei, desprezavam os Samaritanos por serem impuros, não passavam em seu território para não se tornarem impuros, desprezavam os Galileus pois seus habitantes casavam-se com mulheres estrangeiras. Natanael diz a Felipe: “De Nazaré, pode sair algo de bom?” (Jo 1,46). Da mesma forma, no Templo, os estrangeiros podiam apenas entrar no átrio dos Gentios e antes da entrada do Templo propriamente dito, dos sacrifícios, existia uma placa condenando à morte os não-judeus que por ali passassem.

Cristo trouxe uma nova interpretação a esta Lei: não existia mais o ‘não-próximo’ e ilustrou a nova doutrina com a parábola do Bom Samaritano, dando uma resposta ao legista que lhe pergunta: “E quem é o meu próximo” (Lc 10,29): 0 próximo é, para todo o homem, aquele de que nos aproximamos, quer necessite de ajuda quer não.

B. Qual é a verdadeira Lei do Culto e do Templo

Mesmo independentemente dos Evangelhos, podemos concluir que Jesus, como Judeu, durante a sua vida, esteve muitas vezes no Templo de Jerusalém, por ocasião das Festas Judaicas. As Leis Judaicas prescrevem três Festas de peregrinação obrigatórias, enumeradas no Código da Aliança (Ex 23,14-20), segundo o calendário agrícola: na primavera, a Festa dos Ázimos (Páscoa); no verão, a Festa da colheita ou Semanas (Dt 16,9); e outra celebrada no outono, a Festa das Tendas ou Colheita dos Frutos. “Três vezes ao ano, toda a população masculina comparecerá diante do Senhor” (Dt 16,16).

Os Evangelhos Sinóticos nos falam que Jesus participou apenas de uma Festa da Páscoa em Jerusalém. Mas o Evangelho de João, mais fiel à cronologia, cita a participação de Jesus em cinco festas na cidade de Jerusalém, durante os três anos de vida pública, sendo três delas da Páscoa (Jo 2,13: 1ª Páscoa; Jo 5,1: Festa de Pentecostes ou das 7 Semanas; Jo 6,4a: 2ª Páscoa; Jo 7,2: Festa dos Tabernáculos; Jo 10,22: Festa da Dedicação; Jo 13,1: 3ª Páscoa). Tudo isto atesta que Jesus era fiel cumpridor das prescrições acerca das peregrinações a Jerusalém.

Mas Jesus toma também certas atitudes que geraram conflitos imediatos com os Sacerdotes, Saduceus e Fariseus. O Evangelho de João nos apresenta, logo no início, a questão dos vendilhões do Templo (Jo 2,13). Era a Festa da Páscoa, Jesus estava em Jerusalém, sentia o sistema de morte que representava o Templo; pois era o centro religioso, econômico e político. Toda o povo pelo menos três vezes ao ano, deveria ir lá para as purificações. 0 Templo centralizava o poder econômico: ali se encontrava o dinheiro recolhido do dízimo, ali estava o tesouro público, ali era o lugar mais seguro da Palestina. Era justamente neste Templo que a discriminação entre as pessoas se fazia sentir. Existiam as classes sociais, os que ditavam e faziam as Leis para o povo. Também no Templo se exercia o poder político: ali funcionava o Sinédrio que, aliado ao Império Romano, governava a povo judaico.

Cristo, no episódio da expulsão dos vendilhões do templo (Jo 2,13-25; Mt 21,12-13; Mc 11,11.15-17; Lc 19,45-46) quer estabelecer uma nova ordem, pretende terminar com uma estrutura que ditava leis de morte ao povo. O fato ocorre na Páscoa para dar sentido de passagem. Lembra assim a saída do Egito, da terra da escravidão, para a terra da promessa. Cristo, destruindo o Templo, estava destruindo de vez o sistema diabólico de manipulação da Lei. Ele mesmo passaria a ser o ‘Templo’ e, daí por diante, não haveria mais necessidade de um lugar material para o culto (Ap 21, 22): é no seu Corpo ressuscitado que Deus manifesta a sua G1ória. A identidade do ser cristão se encontra na fé no Senhor Jesus, morto e ressuscitado, e na união da Comunidade dos que tem fé.


C. A Lei da observância do Sábado: Como entender?

A relativização da Lei farisaica chega a um ponto crucial. Jesus realiza trabalhos que não eram permitidos no Sábado. Os Judeus o condenam violentamente. Ele realiza curas no Sábado, trabalho este condenado segundo a casuística farisaica (Mt 12,10; Mc 3,2; Lc 6,7; 14,5; Jo 5,8). Sob os olhos de Jesus, os discípulos colhem espigas de trigo (Mt 12,1-8; Lc 6,1-5; Mc 2,23-28). Jesus, vendo toda esta casuística farisaica, verdadeiro instrumento de escravidão e de morte, toma atitudes inesperadas e provocatórias diante dos Fariseus.

No episódio da observância do Sábado, Cristo redimensiona a Lei. Coloca, como o mais importante, o Homem em vez da Lei: “0 Sábado foi feito para o Homem; e não o Homem escravo do Sábado” (Mc 2,27). Esta atitude de Jesus faz com que a longa lista do que era permitido ou proibido fazer no Sábado caia por terra. De agora em diante, é a Lei do Amor que governa as ações do homem.

D. Lei do Puro e Impuro: marginaliza o pobre

Junto com a questão do Sábado, vem a reinterpretação que Jesus faz com as leis farisaicas do puro e impuro. Jesus escandaliza, toca nos leprosos (Mc 1,41; Mt 8,2; Lc 5,12), toca no cadáver do filho da viúva de Naim e o ressuscita. Os seus discípulos escandalizavam os Fariseus, porque comiam e bebiam sem lavar as mãos. Tudo isto que Jesus e seus discípulos faziam, tornava impuras as pessoas. Os Sacerdotes e Fariseus, vendo estas atitudes de Jesus e dos discípulos, os repreendiam severamente. Cristo viu que estas Leis do puro e do impuro eram uma carga pesada demais para o povo. Para tudo, existia uma Lei: o que devia comer ou não, vestir, a distância que podia caminhar no Sábado, ou o que poderia fazer, etc. Existiam nada menos que 600 mandamentos.

Em conseqüência de todas estas leis, tornou-se para o pobre um peso insuportável observá-las e, com freqüência, infringia algumas, tornando-se impuros.

Para o pobre em tal situação, existia apenas um caminho: ir ao Templo de Jerusalém, nas Peregrinações, e ali oferecer um sacrifício, uma esmola, para tornar-se novamente puro. O sacerdote era o que recebia estas ofertas, centralizava o poder econômico em torno de si. Só o sacerdote tinha o poder de restituir ao impuro novamente a normalidade da vida. E o caso do leproso que Jesus cura e diz: “Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece por tua purificação o que Moises prescreveu, para que lhe sirva de prova” (Mc 1,44).

A Lei do puro e do impuro tornou-se uma opressão insuportável. Cristo percebeu isto, e fazia observações a todo este ritualismo: “o que, de fato, suja o homem não é o que vem de fora, mas o que vem do interior do homem mesmo” (Mt 15,10-20).

A Título de complementações: Qual deve ser nossa atitude

frente às leis que orientam nossas vidas?

Até agora constatamos como Jesus agiu perante as leis do seu tempo, como Jesus percebeu que as leis do seu tempo estavam sustentando um sistema de morte e opressão. Ele foi taxativo. Ele foi duro com o sistema do Templo e com o sistema do puro e do impuro, da discriminação da mulher, com o sistema do sábado.

Olhando agora para o nosso momento, estamos convidados a sermos vigilantes, a cobrar de nossos políticos o papel que desempenham de darem a nação leis e normas que possam trazer mais vida a todos indistintamente. Não tem nenhum sentido existirem leis que protejam grupos ou privilegiados de nossa sociedade. Agir desta forma é criar situações de injustiças que clamam aos céus e que cedo ou tarde serão eliminadas.

Leis que decretam a morte de milhões pela miséria e a fome não vêem de Deus. Cristo certamente as condenaria. Ao longo dos Evangelhos encontramos um Jesus que sempre esteve ao lado dos pequenos, mas para dar a eles vida: assim foi o caso da cura de tantos, leprosos, cegos, paralíticos. Jesus promoveu a mulher, (que na sua época era desclassificada) muitas delas se tornaram discípulas inclusive sua Mãe. Jesus indicou com suas atitudes novas formas de vivenciarmos as leis que são estabelecidas e que devem dar vida à humanidade


Perfil do Autor



Com doutorado em Sagradas Escrituras pela Escola Bíblica de Jerusalem, se dedicou por muitos anos como professor de Novo Testamento no Instituto de Teologia e Pastoral de Passo Fundo, RS, e no Curso de Teologia e Pastoral de Férias. Além disse sempre acompanhou a caminhada dos grupos de Estudos Bíblicos com palestras e Cursos. Se dedica a pesquisa biblica.

FONTE: http://www.artigonal.com/evangelho-artigos/jesus-e-a-lei-1551109.html

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Roll a D6



Roll a D6*

In the basement rollin dice, I'm a wizard
When we play we do it right, candles flicker
Fighting dragons in my mind, (in my mind) just for kicks (kicks)
DM says you're gonna die, roll a D6!

Roll a D6, roll a D6
Na-na-na-na-now DM says you're gonna die, roll a D6!

Roll a D6, roll a D6
Na-na-na-na-now DM says you're gonna die, roll a D6!

Gimme perception check (check)
Make your damn roll worthwhile
Players love my style, at my table gettin wild
Got these schemes a plottin, I got my map and my cloak
Got the players heads a poppin, someone get me more Coke!

HELL YEAA
Level up! Lev- Level up!
Goblins all around me I be hackin em all up!
I be hackin em all up!
I be hackin em all up!
When there's Goblins all around me I be hackin em all up up up

In the basement rollin dice, I'm a wizard
When we play we think we fight giant lizards
Getting treasure piled high (piled high), Like the Rogue, Nyx
Steal a wallet from that guy? Roll a D6!

Roll a D6, roll a D6
Na-na-na-na-now Steal a wallet from that guy, roll a D6!

Roll a D6, roll a D6
Na-na-na-na-now Steal a wallet from that guy, roll a D6!

Keepin it keepin it wild, In the forest I got style,
I'm a level thirty ranger, I been playin for a while
This is how we live, every single night
Necromancer raise the dead , and let me see them fight (ight ight ight)
HELL YEAA
Raise em up, raise, raise em up!
Zombies all around me I be hackin them all up
I be hackin them all up
I be hackin them all up
When there zombies all around me I be hackin them all up up up

Sittin down here with these mice, I'm a wizard
When we play we go all night, eating twizzlers
Got my spell books piled high, (piled high) learning new tricks
Shooting lightning to the sky, (whispered) roll a D6!

Roll a D6, roll a D6
A HA HA HA HA Shooting lightning to the sky, roll a D6!

Roll a D6, roll a D6
A HA HA HA HA Shooting lightning to the sky, roll a D6!

Its that Dungeon Crawlin Beast make you put yo shields up
Make you put yo shields up, put yo, put yo shields up!
Its that Dungeon Crawlin Beast make you put yo shields up
Make you put yo shields up, put yo, put yo shields up!
HELL YEAAA Make you put yo shields up, put yo, put yo shields up!
HELL YEAAA Make you put yo shields up, put yo, put yo shields up!

In the basement rollin dice, I'm a wizard
When we play we do it right, candles flicker
Fighting dragons in my mind, (in my mind) just for kicks (kicks)
DM says you're gonna die, roll a D6

Roll a D6, roll a D6
HA ha ha ha ha DM says you're gonna die, roll a D6

Roll a D6, roll a D6
HA ha ha ha ha DM says you're gonna die, roll a D6



* Paródia da música
"Like a G6", Far East Movement.

Wish You Were Here by ALPHA BLONDY

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dá-lhe Alceu!!!

Alceu Valença, músico e compositor mostra sua opinião e seu apoio a Chico César, também músico e compositor, além de secretário estadual de cultura na Paraíba, no investimento de elementos fortes da cultura nordestina e brasileira, e na luta contra a mercantilização e dilapidação desse patrimônio.


O Forro Vivo!

Vejo com muito bons olhos – olhos atentos de quem há décadas observa os movimentos da cultura em nosso país – a iniciativa do Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César, de “investir conceitualmente nos festejos juninos”, segundo comunicado oficial divulgado esta semana. Além de brilhante cantor e compositor, Chico tem se mostrado um grande amigo da arte também como um dos maiores gestores da cultura desse país.

A maneira mais fácil de dominar um povo – e a mais sórdida também – é despi-lo de sua cultura natural, daquilo que o identifica enquanto um grupamento social homogêneo, com linguagens e referências próprias. Festas como o São João e o carnaval, que no Brasil adquiriram status extraordinariamente significativo, tem sido vilipendiadas com a adesão de pretensos agentes culturais alienígenas mancomunados com políticas públicas mercantilistas sem o menor compromisso com a identidade de nosso povo, de nossas festas, e por que não, de nossas melhores tradições, no sentido mais progressista da palavra.

Sempre digo que precisamos valorizar os conceitos, para que a arte não se dilua em enganosas jogadas de marketing. No que se refere ao papel de uma secretaria ou qualquer órgão público, entendo que seu objetivo primordial seja o de fomentar, preservar e difundir a cultura de seu estado, muito mais do que simplesmente promover eventos de entretenimento fácil com recursos públicos. É preciso compreender esta diferença quando se fala de gestão de cultura em nosso país.

Defendo democraticamente qualquer manifestação artística, mas entendo que o calendário anual seja largo o suficiente para comportar shows de todos os estilos, nacionais ou internacionais. Por isso apóio a iniciativa de Chico em evitar que interesses mercadológicos enfiem pelo gargalo atrações que nada tem a ver com os elementos que fizeram das festas juninas uma das celebrações brasileiras mais reconhecidas em todo o mundo.

Lembro-me que da última vez que encontrei o mestre Luiz Gonzaga, num leito de hospital, este me pedia aos prantos: “não deixe meu forrozinho morrer”. Graças a exemplos como o de Chico César, o velho Lua pode descansar mais tranquilo. O forró de sua linhagem há de permanecer vivo e fortalecido sempre que houver uma fogueira queimando em homenagem a São João.

Alceu Valença


Alceu publicou esse manifesto em sua página oficial, segue o link: http://www.alceuvalenca.com.br/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Literatura Fantástica e Rock'n'Roll em Salvador/BA

Literatura Fantástica e rock n’ roll fazem o encontro perfeito na noite do dia 20 de abril.


Em pleno teatro da Livraria Cultura, duas artes se encontram. Albarus Andreos, escritor do livro A Fome de Íbus – O Livro do Dentes-de-Sabre propõe um bate-papo sobre literatura fantástica para escritores, amantes do gênero, ou apenas curiosos. Para finalizar, a banda de rock Fridha fecha a noite com suas músicas que passeiam do gutural ao melódico e letras que inspiram a reflexão, enquanto isso, Albarus Andreos estará disponível para autografar sua obra. Uma mistura de som, poesia e mistério.





Serviço:

Bate-papo sobre Literatura Fantástica com Albarus Andreos e show da banda Fridha.

Onde: Teatro Eva Herz, Livraria Cultura
Salvador Shopping, av. Tancredo Neves
Quando: 20 de abril, 19 horas
Entrada Gratuita

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luto pelas crianças do Rio

Dada a recente tragédia acontecida no Rio de Janeiro, com a morte de 13 crianças inocentes graças a loucura de uma pessoa mentalmente comprometida, a equipe do ЯPG є Pσєsïα vem demonstrar sua solidariedade junto aos familiares e amigos das vítimas dessa tragédia.
 
Sabemos que o Brasil é palco das mais variadas tragédias e que vitimam muitas pessoas inocentes: desastres naturais, violência urbana e rural, negligência e descaso social. Nos últimos anos a esse quadro vem se somando o aumento dos casos de violentos surtos de psicopatia, e que culminaram na atual tragédia da Escola Municipal Tasso da Silveira, motivo maior pelo qual reforçamos nossa solidariedade. A seguir o link da carta completa do assassino, postada pelo site G1, demonstrado o grau de sua psicopatia: http://glo.bo/eA7GVv

Essa é uma lição para aqueles que costumam ser pouco solidários com as tragédias acontecidas em outros países, e acreditavam que algo do tipo não poderia acontecer no seu quintal.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Iron Maiden - Recife

Bem, como quem frequenta este blog já deve saber, algum tempo atrás postei comentários sobre The Final Frontier, novo disco do Iron Maiden, e falei sobre minhas expectativas para o show. Vou ser direto e seco, dada minha irritação com o mesmo: a apresentação do Maiden em Recife pode ser resumida a uma palavra e essa palavra é frustração, ao menos para quem não tinha dinheiro para comprar ingressos para o front stage. Mas deixem-me explicar.

Antes de mais nada, devo dizer que a banda estava ótima. Maiden é Maiden, e me parece que a relação com os fãs se mantém a mesma.

Dito isso, minha crítica vai toda a produção do show, conduzida pela "Raio Lazer Produções", e que se destacou por um show próprio, mas nesse caso de puro e simples amadorismo, para ser gentil.

Pra começo de conversa a organização de espaços. Front Stage muito grande e esvaziado, a área da pista apertada entre equipamentos de câmeras, com um andaime colossal no meio da pista, espremendo o público, que por sua vez era tratado como gado, como um bando de animais enjaulados. Aliás, me parece que a presença muito grande da Polícia Militar e de um grande grupo de seguranças serviria somente para conter essa boiada de romper o portão.

E sim, meus amigos, foi como eu me senti, sendo tratado como um animal.

Entendo que a política porca de uso de Front Stage esteja virando modinha no Brasil, dados os interesses do nosso empresariado de visão curta em querer lucrar a qualquer custo. Mas se já acho o "front stage", com o perdão do trocadilho, uma afronta ao consumidor, o que foi feito no show do Maiden em Recife foi no mínimo uma ofensa descarada, uma tremenda falta de respeito e de vergonha na cara por parte da produção.

Não entro no mérito da divisão social que esse tipo de front stage cria, e da própria falta de respeito que isso é com fãs de artistas e músicos em geral. Me prendo somente ao que aconteceu em Recife.

Como havia dito antes: grades reforçadas com muitos guardas entre seguranças e soldados da PM, para conter a boiada, oprimida e espremida detrás das grades, enquanto uma grande área vazia próxima ao palco só fazia aumentar a revolta de quem via aquilo.

Muitas pessoas passando mal, e isso pôde ser conferido nos centros de atendimento médico, a maioria pelo simples fato de que faltava ar e espaço pra tanta gente comprimida. Vejam bem, o show ocorreu no estacionamento do Chevrolet Hall em Recife. Apesar de menor que o Jockey Club (o primeiro tem espaço para 18 mil pessoas enquanto o segundo tem espaço para 16 mil), era espaço o suficiente para o público presente. Mas faltou simplesmente organização.

A estrutura de câmeras e luzes para o show ocupava praticamente todo o espaço frontal reservado a pista comum, e encerrava exatamente na cerca que fazia a separação da área premium, o que deixava somente duas opções a quem não tinha condições de comprar ingressos da área para os "cidadãos de primeiro nível": assistir da lateral do fundão, aproveitando o show somente pelo telão, ou tentar se espremer no meio da multidão comprimida, esforçando-se no empurra-empurra, para tentar se aproximar um pouco que fosse do palco.




Por outro lado, esse "se aproximar" era algo muito relativo, pois a cerca da pista premium, do tal "front stage" fazia você parar no meio do caminho, como podem ver bem na foto acima, a grande distância que cobria a área para aqueles que podiam pagar mais. Em tempos de Restart cobrando o Kit camarim, não basta mais ser fã e chegar cedo para ficar perto do palco. Na verdade isso simplesmente não faz diferença. Você tem que ter dinheiro, ou simplesmente não tem acesso ao palco, ou na pior das hipóteses, como foi o show do Iron em Recife, é tratado como bicho.

Reforço também, outra coisa aqui: Lembram que o que eu falei sobre a grande quantidade de gente passando mal pela má organização do show? Pois bem, só tínhamos dois centros de atendimentos e duas ambulâncias móveis para atender todo esse povo. Em compensação eram 100 policiais e 300 seguranças, cujo único trabalho foi levar as pessoas que passavam mal ao atendimento, e assistir o show de lugares privilegiados. Acreditem o segurança que estava do meu lado aproveitou bem mais o show do que eu. A cerca que nos dividia fazia toda a diferença.

Quanto ao show em si, pouco pude aproveitar. Vi mais mãos e partes do show no telão do que a apresentação propriamente dita. Mas vale ressaltar o respeito da banda pelos fãs que se demonstrou claramente em um determinado momento, quando Bruce Dickinson, vocalista, ignorou "a gente da nobreza", se voltando para a multidão presa atrás da divisória, dividida em duas partes, e tentando inspirar todo esse povo conclamando a participar do show. Ou estaria o lendário vocalista a conclamar o público a destruir de uma vez por todas aquelas grades e romper a divisória? bem, isso é algo que não tenho como saber, mas admito que a dúvida persiste no ar...




Quanto a organização, segundo palavras da mesma, a mudança de espaço do show serviu para o comodismo das pessoas que frequentaria o mesmo. E sim, as pessoas de fato estavam muito bem acomodadas, afinal, estavam bem protegidas do gado preso logo atrás...mas quem se importa com o gado, não é mesmo?

terça-feira, 29 de março de 2011

Cold Gin - Kiss



Cold Gin
Kiss


Whoo, alright
My heater's broke and I'm so tired
I need some fuel to build a fire
The girl next door, her lights are out, yeah
The landlord's gone, I'm down and out


Ooh, it's cold gin time again
You know it'll always win
Cold gin time again
You know it's the only thing
That keeps us together, ow


It's time to leave and get another quart
Around the corner at the liquor store
Haha, the cheapest stuff is all I need
To get me back on my feet again


Ooh, it's cold gin time again
You know it'll always win
It's cold gin time again
You know it's the only thing
That keeps us together, ow


Whoa yeahOoh, it's cold gin time again
You know it'll always win
It's cold gin time again
You know it's the only thing
That keeps us together, ow




Gin Gelado


Whoo, alright
Meu aquecedor quebrou e eu estou tão cansado
Eu preciso de algum combustível para acender meu fogo
A próxima garota, suas luzes estão acesas, yeah
O proprietário saiu,
Eu estou mal e fora


Ooh, é hora de um gin gelado de novo
Você sabe que sempre ganhará
Hora do gin gelado de novo
Você sabe que é a única coisa
Que nos mantém juntos, ow


É hora de ir e conseguir outro quarto
Em volta da esquina na loja de bebidas
Haha, o mais barato é tudo que eu preciso
Para me voltar aos meus pés novamente


Ooh, é hora de um gin gelado de novo
Você sabe que sempre ganhará
Hora do gin gelado de novo
Você sabe que é a única coisa
Que nos mantém juntos, ow


Whoa yeahOoh, é hora de um gin gelado de novo
Você sabe que sempre ganhará
Hora do gin gelado de novo
Você sabe que é a única coisa
Que nos mantém juntos, ow

domingo, 27 de março de 2011

Lançamento SOBRENATURAL (Conto "O Herege")




Data: Dia 27/03 (Domingo) das 15h30 às 18h30.

Localização:
- Avenida Paulista, 509, São Paulo - (próximo à Estação Brigadeiro do Metrô).
Site da Livraria Martins Fontes: http://www.martinsfontespaulista.com.br

Sobre o evento:
- Convênios com estacionamentos - Rua Manoel da Nóbrega, 95 ou 88. Primeira hora gratuita.
- Na noite do evento, teremos um coquetel com vinho branco, água, refrigerante e garçom, além de um mix de castanha, amendoim e uva-passa.

Pré-venda do livro Sobrenatural:
- Na Martins Fontes: http://migre.me/3ZV28
- No Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/153952-sobrenatural


sábado, 26 de março de 2011

I wanna be sedated




I Wanna Be Sedated
The Ramones


Twenty, twenty, twenty, four hours to go
I wanna be sedated
Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated

Just get me to the airport, put me on a plane
Hurry, hurry, hurry before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no, oh, oh, oh, oh

Twenty, twenty, twenty, four hours to go
I wanna be sedated
Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated

Just put me in a wheelchair and get me on a plane
Hurry, hurry, hurry before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no, oh, oh, oh, oh

Twenty, twenty, twenty, four hours to go
I wanna be sedated
Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated

Just put me in a wheelchair, get me to the show
Hurry, hurry, hurry before I go loco
I can't control my fingers, I can't control my toes
Oh no, oh, oh, oh, oh

Twenty, twenty, twenty, four hours to go
I wanna be sedated
Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated

Just put me in a wheelchair, get me to the show
Hurry, hurry, hurry before I go loco
I can't control my fingers, I can't control my toes
Oh no, oh, oh, oh, oh


Ba-ba-baba, baba-ba-baba I wanna be sedated(4x)


Eu Quero Ser Sedado

Vinte,vinte,vinte quatro horas para ir
Eu quero ser sedado
Nada para fazer, nenhum lugar para ir, oh
Eu quero ser sedado

Apenas me leve para o aeroporto, me coloque num avião
Depressa, depressa, depressa, antes que eu fique insano
Não consigo controlar meus dedos, Não consigo controlar meu cerebro
Oh no,oh oh oh oh

Vinte, vinte, vinte quatro horas para ir
Eu quero ser sedado
Nada para fazer, nenhum lugar para ir, oh
Eu quero ser sedado

Apenas me coloque numa cadeira de rodas, me ponha num avião
Depressa, depressa, depressa, antes que eu fique insano
Não consigo controlar meus dedos, não consigo controlar meu cerebro
Oh no,oh oh oh oh

Vinte, vinte, vinte quatro horas para ir
Eu quero ser sedado
Nada para fazer,nenhum lugar para ir, oh
Eu quero ser sedado

Apenas me coloque numa cadeira de rodas e me leve para o show
Depressa, depressa, depressa, antes que eu fique loco
Não consigo controlar meus dedos, não consigo controlar meus dedões
Oh no,oh oh oh oh

Vinte, vinte, vinte quatro horas para ir
Eu quero ser sedado
Nada para fazer, nenhum lugar para ir, oh
Eu quero ser sedado

Apenas me coloque numa cadeira de rodas e me leve para o show
Depressa, depressa, depressa, antes que eu fique loco
Não consigo controlar meus dedos, não consigo controlar meus dedões
Oh no,oh oh oh oh


Pe-pe-pepe, pepe-pe-pepe, Eu quero ser sedado (4x)

domingo, 20 de março de 2011

Camisetas para ajudar as vítimas no Japão!

A tragédia do tsunami no Japão acarretou em muitas perdas, mas também apareceu muita gente querendo ajudar. Apesar de cancelar os shows no Japão, o Iron começou uma campanha, fazendo uma camisa especial em homenagem ao Japão, cujo dinheiro das vendas será doado para o auxílio as vítimas da tragédia. Para quem se interessar, segue o Link abaixo.


Na página, tem o link para a compra da camiseta.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Alemães em Sampa



Mr. Torture

Helloween

Welcome to the torture chamber
said the sign above the entrance
laughing as it takes you by the hand


Looking like a maniac savage
inside you can sense the anguish
theatre of pain has just begun


Mr.Torture gives pain
with his whips and his chain
she knows just what you crave
Mr. Torture


If you´re feeling alone
then just pick up your phone
dial 18 double 0
Mr. Torture
Mr. Torture sells pain


Only sixty cents a minute
for his special brand of singing
phone guaranteed to blow your mind


You can catch him on his website
has a live chat every weeknight
cyber-torture soon coming your way


Mr Torture sells pain
to the houswives in Spain
he knows just what they crave
Mr Torture


If you´re feeling alone
then just pick up your phone
dial 18 double 0
Mr. Torture
Mr Torture sells pain


Handcuffed,bounded,chained and blindedbody,
soul and mind ignitede
very sense is torn and ripped apart


He´s been banned in twenty countries
though he does it for the money
he gets pleasure from hearing you scream


Mr. Torture gives pain
with his whips and his chain
she knows just what you crave
Mr. Torture


If you´re feelin alone
then just pick up your phone
dial 18 double 0
Mr. Torture
Mr. Torture sells pain


Sr. Tortura


Bem vindo à câmara da tortura
Diz o sinal em cima da entrada
Rindo enquanto ele lhe pega pelas mãos


Olhando como um maníaco selvagem
Por dentro você pode ver a angonia
O teatro da dor apenas começou


Sr. Tortura causa dor
Com seus chicotes e suas correntes
Ele sabe exatamente o que você precisa
Sr. Tortura


Se você está se sentindo sozinho
Então apenas pegue seu telefone
Disque 18 e duplo 0
Sr. Tortura
Sr. Tortura vende dor


Apenas sessenta centavos o minuto
Por sua porção especial de pecados
O fone é garantia de explodir sua mente


Você pode alcançá-lo em seu website
Tem um chat ao vivo todas as noites
Cyber-tortura breve estará ao seu alcance


Sr. Tortura vende dor
Para as esposas na Espanha
Ele sabe exatamente que elas precisam
Sr. Tortura


Se você estiver se sentindo sozinho
Então apenas pegue seu telefone
Disque 18 e duplo 0
Sr. Tortura
Sr. Tortura vende dor


Algemado, amarrado, acorrentado e cego
Corpo, alma, e mente inflamadas
Todo sentido é rasgado e jogado fora


Ele foi banido em vinte países
Apesar dele fazer isto pelo dinheiro
Ele sente um prazer especial
Ao ouví-lo gritar


Sr. Tortura causa dor
Com seus chicotes e suas correntes
Ele sabe exatamente o que você precisa
Sr. Tortura


Se você está se sentindo sozinho
Então apenas pegue seu telefone
Disque 18 e duplo 0
Sr. Tortura
Sr. Tortura vende dor